Quem sou eu

Santos, São Paulo, Brazil

domingo, junho 12, 2011

Posses



É muito difícil ficar sem reclamar, e mais difícil ainda fazer algo para resolver alguns impasses. Muito fácil sentar e se lamentar. Ou ler livros de gurus de auto-ajuda, que na realidade se preocupam muito pouco com você. Porque eles não te conhecem, e te generalizam, usam estereótipos.

E qualquer pessoa sensata sabe que estereótipos são muito perigosos. Te dão a falsa segurança da previsibilidade. E aí o destino não bate em sua porta, mas sim em sua cara... e nas horas mais altas da madrugada, o que tenho é só eu mesma. Minha única posse, o que sou.

Portanto, tudo que tenho sou eu mesma...

quarta-feira, março 02, 2011

De volta...

Quando penso nas pessoas distantes no mundo, os ventos que afastam e separam o que por um dia ou segundo já foi junto, me dá a sede insaciável da estrada, da capacidade infinita e humana de se encontrar, sejam por clareiras abertas na terra ou por túneis invisíveis de ar, as asas abertas metálicas, as trilhas com a profundidade das pegadas, as garrafas guardando suas cartas sob a corrente caprichosa do mar.

Penso nas pessoas que se esbarram, se tocando pelas mangas das blusas e pelas barras dos vestidos, se perguntando um como você se chama misturado a um posso lhe fazer um breve pedido, as inconstâncias do precisar, onde o desejo que lhe prova que está vivo é a mesma força que pode lhe matar...

sábado, novembro 28, 2009

Considerações


...existem dias em que realmente queria voltar a ser criança, uma tábula rasa, pra aprender tudo de novo.

A decepção hoje em dia não é novidade, é companheira antiga, que bate à porta quando em vez. E é muito frustrante perceber que ela não fica mais leve, não se gasta, não pede licença nem diz sinto muito.

Como um fenomeno natural, ela somente vem, e vai embora depois...

quinta-feira, junho 07, 2007

Coragem

Meter os pés pelas mãos.
Desconfiar do que pode dar errado, e tentar mesmo assim.
Parece à estória da vida de todo mundo. Mas não é.

Existe gente nesse mundo que passa pela vida assombrado pelo medo de ter medo, pelo medo de tentar.

Tem gente com medo de respirar mais fundo, abrir as mãos, e entrar em queda livre, sem uma visão nítida de seu chão.

De quão fundo é o poço, de quão profunda é a sua solidão. Gente que todo dia engole uma palavra que queria vomitar.

Gente que todo dia demora pra sair de casa, que pega um guarda-chuva em dia de sol.

Gente que duvida da consistência de sua carne, da sutileza de seu coração.

Que acorda de decisões tomadas e dorme com arrependimentos acumulados.

Gente que não dança, nem canta.

Que da caixa de Pandora só soube valorizar a esperança, e não entendeu que as adversidades nos constroem do jeito que somos.

Porque não podemos somente confiar no futuro, e isso é um fato.

Quem em sã consciência pode confiar no que ainda não aconteceu? Que mão damos ao destino, se sabemos que ele é um viajante solitário? E se as coisas acontecem ao acaso, se o mundo é entropia, não há muito que se dizer.

Aceitar as coisas como elas vêm foi muito bom pra quem não teve que se equilibrar na corda bamba.

Pra quem se sentiu perdido, e nunca teve um fio de novelo pra sair do labirinto, é preciso mais. Muito mais.

Tem gente que não sabe pra onde ir. Pra tudo isso, por tudo isso, coragem.

E cá entre nós, eu tenho muita!

Não me pergunte como a consegui, apenas a tenho e ela surgiu do nada para me mover em direção ao meu destino....

domingo, novembro 27, 2005

Sons


Se você resolver segurar minha mão agora, pode perceber que elas tremem levemente. Vibram no ritmo da música em meu coração. Um diapasão buscando a afinação certa.

Muitas vezes o mundo é assim, um tambor invisível que não obedece nossa regência, que atravessa a música, e simplesmente não pede desculpas depois.

Fica claro após alguns movimentos que não tenho essa partitura. Que me sinto perdida entre tantas sensações.

Se você encostar a cabeça em meu peito, vai ouvir que batuco descompassada. Mas sabe que, pelo menos, eu bato.

Tum.Tum.Tu-tum.Tum.Tu-tum...

quarta-feira, julho 27, 2005

Afinidade



Às vezes é bom saudar a manhã. Que seja com um sorriso, ou com o erguer de um copo fumegante de caféquente.

Porque faz bem ao coração o início da manhã, o ar sempre parece mais leve e as preocupações menos importantes.

Acho que a natureza é sábia em tirar o peso sempre no início, mostrar que algo novo aconteceu, e que tudo nessa vida, todas as horas desse dia, são marcados pelos estigmas das possibilidades.

Tudo nessa vida se baseia nas possibilidades. Como ontem o que era errado agora é tão certo. Como as riquezas de hoje eram a futilidade de nossos pais.

De como nossos filhos vão seguir nosso caminho simplesmente nos negando, modificando tudo em que agora acreditamos. E com um grande amor e afeto, simples assim.

Porque a vida continua. É um ônibus com muitos passageiros, que nem sempre são os mesmos, mas mesmo assim ele não pode parar. Segue a estradinha com todas suas curvas, novos buracos e novos atalhos. Não importam os passageiros.

Mas se me sento ao teu lado todo dia durante a viagem, primeiro te seguro a vasta pasta de executivo, depois a mão.

E depois o que?

A vida não precisa de nós. Mas precisamos um do outro.

É o princípio da afinidade.

sábado, abril 30, 2005

Ilhas



Sabe aqueles dias em que nos sentimos uma ilha...
pois é... acho que descobri minha vocação:
ser um ser-ilha.

"Ilha não é só um pedaço de terra cercado de água por tudo quanto é lado.
Ilha é qualquer coisa que se desprendeu de qualquer continente. Por exemplo: um garoto tímido abandonado pelos amigos no recreio, é uma ilha.

Um velho que esperou a visita dos netos no Natal e não apareceu ninguém, é uma ilha. Até um cara assoviando leve, bem humorado, numa rua cheia de trânsito e stress, é uma ilha.

Tudo na gente que não morreu, cercado por tudo o que mataram, é uma ilha. Toda ilha é verde.
Uma folha caindo é ilha cercada de vento por tudo quanto é lado. Até a lágrima é ilha, deslizando no oceano da cara."
Oswaldo Montenegro

quinta-feira, abril 07, 2005

Amor perfeito



O único amor perfeito que conheço tem pétalas e vive cercado de abelhas na primavera. Muitos poderão dizer que pareço pessimista, desencantada.
Alguns chegarão ao extremo de me chamar de desesperançada.

O que muita gente não percebe é que imperfeição não significa necessariamente algo ruim.A verdade é que é impossível agradar a tudo e a todos, impossível cumprir à risca a visão pessoal de cada um sobre o mundo.

No mais básico, existem pessoas que gostam de chuva e outras que gostam de sol. Uns gostam de calor, e outros de frio. Adoro goiaba, ele não pode sentir nem o cheiro.

E ao amar alguém, essas diferenças não somem de um dia para o outro. Engraçado notar que certas pessoas têm discussões enormes com seus amores por causa disso, quebram objetos, arranham cd's, partem mesmo para a apelação pura e simples, e novamente isso demonstra a grande variedade de pessoas que existem nesse planeta: uns acham isso estimulante, outros uma enorme decepção.

Eu mesma, confidencio, não poderia ficar com uma pessoa que concordasse comigo em tudo. Se até discordo de mim mesma, o que dizer das pessoas que escolho (ou me escolhem) para conviver comigo?

Eu não chego ao ponto de quebrar as coisas, gritos de vez enquando, não me levem a mal. Também gosto de uma boa conversa, de ver os infinitos lados de toda boa e velha moeda.

E se não existe amor perfeito além da flor, aquela lá de cima, eu aceito isso muito bem. Podemos até discordar de tudo, desde que concordemos na coisa mais importante: que amamos um do outro.

quarta-feira, abril 06, 2005

o vôo


(...) Esgota, como um pássaro,
As canções que tens na garganta.
Canta. Canta para conservar a ilusão
De festa e de vitória.
Talvez as canções adormeçam as feras
Que esperam devorar o pássaro.
Desde que nasceste
Não és mais que um vôo no tempo.
Rumo ao céu?
Que importa a rota?
Voa e canta
Enquanto resistirem tuas asas.
Menotti del Picchia

Parei para olhar a chuva. Raios e trovões. Raios, não caibo mais dentro do armário, onde eu escondia meus medos – eles agora andam pela casa, crônicos e verbalizados. Tem dias que eles me fazem duvidar da força das pernas e da leveza das asas.

São eles, atrevidos e sarcásticos, que me fazem dever uma vela pra cada santo e desconfiar de todos os santos – mas é só em alguns dias – quando eu acordo querendo voltar pra cama.

Tem dias que simplesmente não vivo sem eles, esses medos disfarçados de ansiedade.
E nem é porque chove canivete, nem porque já é abril, não me engano.

Nesses dias, faço voto de silêncio e sustento um olhar arredio pra não distrair a esperança ou banalizar o sonho.

Nesses dias, só nesses, preciso aprender a soltar o pássaro preso na garganta pra que seu meu canto adormeça minhas feras.

Em tempo...
Eu, beija-flor dessa luz que se abre feito flôr a cada dia...
Eu, dobradura irriquieta de um papel escrito por mãos divinas...
Eu, origami das canções da vida, que voa por entre as flôres que a vida plantou para mim...

domingo, abril 03, 2005

Intitulável


Não fala isso...
Não fala isso ainda, pensa um pouco...
Não desta forma.
Não aqui e agora,
Não deste jeito, cheio de mágoa.

Ainda não é a hora certa, espera!

Ontem eu quis te falar, também tremi!
E aí quase te falei, acovardei...
E eu acho que no fundo eu falei, sem falar, com o olhar talvez...
Mas talvez tu não tenhas notado.
Ou talvez, a gente nem esteja mais falando das mesmas coisas.

Não creio, eu sei que estamos falando exatamente da mesma coisa.

Simplesmente porque sou eu, e és tu.
Porque a verdade é que sempre conseguimos ler e ter um ao outro.
Então lê e crê.
Entendes que eu te digo escrevendo.

quarta-feira, março 30, 2005

Certos dias


Nem tudo nessa vida fica melhor com "leite moça". Juro que tentei! De colher, no pãozinho!

É difícil entender porque certos dias amanhecem mais tristes que outros, porque certos padrões de nuvens trazem mais melancolia.

Pode ser fruto de um humor amarguinho como fel, que pra mim parece servir somente com o propósito de rimar com mel, já que nunca provei essa iguaria de gosto duvidoso.

O que acontece é que simplesmente existem dias piores... e dias melhores.
Hoje certamente não é um dos melhores!

Paciência é uma virtude, afirmam os sábios e aqueles famosos livretos de auto-ajuda.
Pena que no dia em que foi distribuída cheguei atrasada.

Mas passa, tudo passa!
Obviamente não descobri a América com essa. Mas quem descobriu?

domingo, março 27, 2005

Páscoa



Renasce, Cristo, dentro da minha alma.
Vê a minha vida com calma.
Ressuscita todos os coelhos que andam perdidos nos caminhos que percorro.

Salva-os das tocas escuras e dos companheiros ladrões de cenouras que vivem em hortas alheias a cavoucar buracos.

Vigia-me, Cristo, para que eu não deslize aqui neste planeta carregado, ingrato, cheio de pecados dos homens que por ti nada sentem, que duvidam de ti, desprezam-te, amaldiçoam-te a troco de nada.

Olha para mim quando oro para ti, Senhor, sempre que contemplo uma estrela, quando tomo banho de cachoeira, quando admiro o mar, quando um raio corta o céu, quando a chuva refresca o calor, quando um animal lambe a cria, quando uma criança nasce, quando uma flor em botão se abre, quando as obras de Deus não conseguem ser explicadas.

Quero sentir um cravo apertado em meu cérebro. Quem sabe, assim eu pare de rodopiar minha inteligência em volta de Igrejas, procurando um ritual para ti.

Quem sabe, eu me convença de que és o Princípio e o Fim, Alfa e Ômega, a Luz dos povos, o Senhor de todos os espaços, independentemente do nome que os homens dão à tua casa.

Quero vestir uma coroa de espinhos sobre a minha vontade de chantagear-te com promessas infundadas, prometendo-te autoflagelos absurdos que para ti não resolvem nada.

Quero sentir o sangue correr por minha testa, até que eu entenda que uma mão estendida a um filho teu, te agrada bem mais e te faz feliz.

Quero que chicotes marquem minhas costas, firam minha pele, até que eu grite que vou te escutar... e te entender... e te aceitar.

Quero parar de fazer perguntas bobas sobre a hora da tua morte, quantos dias ficaste insepulto, quem primeiro te viu e se de fato morreste.

Coisas que não mudariam em nada o amor que tu nos dás.Que eu compreenda, Jesus, que a tua ressurreição foi a forma que achaste de mostrar a passagem da escravidão para a liberdade.

A liberdade de amar. Que essa cruz pese, assim, sobre meus ombros. Pese de amor, pese de te amar, a fim de que isso me dê coragem de morrer pelo teu nome, sempre que precisar.

Que nesta festa cristã, que é a Páscoa (do hebreu, Peseach), com os ovos (símbolo do nascimento), com os coelhos (animal de grande ninhada, que simboliza a capacidade de produzir novos discípulos), possamos amar-te a metade do que tu nos ama e agradecer-te a vida eterna, a liberdade, antes de comer chocolates.

quarta-feira, março 23, 2005

Amélias



Dizem... Amélia que era mulher de verdade!
Eu sou apenas uma mulher!
E gosto de reivindicar o direito de sê-lo.

Sou vaidosa!
Uso batom pra dar cor à minha vida...
Delineador negro para realçar meus olhos.

Não faço tudo com perfeição; alguns fios de cabelo branco, apesar de todas as tentativas para evitá-los, aparecem.
Uso cremes pra retardar o envelhecimento, e se à noite tenho homéricas enxaquecas é porque me sinto cansada de vez em quando.

Nem sempre estou disponível, pronta e cometo erros.
Engano-me, como qualquer outro ser humano normal.
Gosto de roupas, sapatos, livros, perfumes e flores!

Um minuto de atenção me faz ganhar todo o dia.
Sou sensível, emotiva, frágil.
Sei ser forte quando preciso!

Minha única busca: o amor e tudo o que dele resulta: filhos, trabalho, dia-a-dia e felicidade.
Mas vou além: quero segurança, andar de mãos dadas, ser pega no colo e ser chamada de minha mulher!

Minhas lágrimas me traem quando menos espero.
E desespero.

Detesto a solidão, a falta de atenção!
Sou impaciente e não gosto de esperar.
Não quero ser objeto e nem ter dono.

Sou capaz, por mim mesma, amando, me entregar de todo e ser fiel.
Sem amarras, simplesmente por amor.
Posso ferir, como todas as rosas.
Mas perfumo também, dou encanto.

Ilumino o amor como só as mulheres sabem fazer.
Compenso, se assim posso dizer.
Há sempre um preço para a felicidade e tocar nela é aceitar pagar esse preço.

Sou uma Amélia dos tempos modernos.
Mais independente, sabendo o que quer.
E o que quero é continuar a ser eu mesma!

Baseado no texto "Amélia de Hoje" da autora "Leticia Thompson"

terça-feira, março 22, 2005

Se...

Se você for um sonho...
deixe-me fazê-lo a minha maneira, deixe-me torná-lo real.

Se você for lembranças...
deixe-me lembrar de ti, lembrar de tudo o que não fizemos, do que não tivemos, lembrar talvez do teu rosto sorrindo.

Se você for água...
deixe-me bebê-la em um só gole, deixe-me ser sua água, seu sangue.

Se você for fogo...
deixe-me queimar, pois as marcas do teu fogo são aquelas que quero lembrar.

Se você for ar...
deixe-me respirá-lo sentir teu vento tocando meu corpo, sentir os teus e os meus pensamentos.

Se você for amor...
deixe-me amar-te loucamente.

Se você for a dor...
deixe-me sofrer pois qualquer dor não é maior do que a dor de não estar ao teu lado.

Se você forte tudo...
deixe-me ser o nada.

Se você for um dia meu...
te prometo, seremos talvez o tudo, talvez o nada, um dia o fogo, um dia a água, uma vez sonho, uma vez realidade!

quinta-feira, março 10, 2005

Indiferença


Que fazer se teus braços não podem sentir o calor que emana do meu corpo.
Se teus lábios não podem sentir a maciez dos meus lábios nos teus.
Se não posso deslizar minhas mãos pelo teu pescoço e trazer-te para o encontro do meu rosto.
Se não posso sentir teu hálito quente, dizendo palavras de amor em meu ouvido.
Se minha cama ficou fria porque o teu lugar vazio faz com que ela sinta tanta falta quanto eu, do peso do teu corpo sobre ela.
Não existe nada a fazer, a não ser esperar e desejar que um dia eu possa acordar e ver que toda essa indiferença não passou apenas de um sonho ruim.

terça-feira, março 08, 2005

Dúvida!



Certo dia, a rosa encontrou a couve-flor e disse:
- Abusadinha heim? Tá se achando é? Que insolência, chamar-se flor!
Olhe para a sua pele áspera e a minha, lisa e sedosa.

Repare no seu cheiro desagradável e meu perfume, sensual e envolvente.
Observe o seu corpo malfeito e o meu, delgado e elegante...
Eu sim, sou uma flor!!!

E a couve-flor respondeu de pronto, sem pestanejar:
- É... mas ninguém te come!

Moral da história, se é que há alguma:
De que vale ser bonita se não for gostosa? Preciso saber!

sexta-feira, março 04, 2005

Questões de racíocinio!


O diário dela...

Hoje à noite ele estava estranho. Combinamos de nos encontrar no bar para tomar um drink. A conversa não estava muito animada, de maneira que pensei em irmos a um lugar mais íntimo.

Fomos a uma pizzaria e ele ainda agindo de modo estranho.
Perguntei o que era, e ele disse que não era eu. Mas não fiquei muito convencida.

No caminho para casa, no carro, disse-lhe que o amava muito e ele limitou-se a passar o braço por cima dos meus ombros.

Finalmente chegamos em casa e eu já estava pensando se ele iria me deixar! Por isso tentei fazê-lo falar, mas ele ligou a televisão e ficou com um olhar distante que parecia estar me dizendo que estava tudo acabado entre nós.

Por fim, embora relutante, disse que ia me deitar. Mais ou menos 10 minutos ele foi se deitar também e, para minha surpresa, correspondeu aos meus avanços, e fizemos amor.

Mas ele ainda parecia muito distraído e comecei a chorar baixinho. Chorei até adormecer.
Já não sei o que fazer. Tenho quase certeza que ele tem alguém e que a minha vida é um autêntico desastre.


O diário dele

Meu Santos anteontem ganhou apertado de 3 x 2 do Danúbio do Uruguai. Fiquei chateado a noite toda. Ao menos dei "umazinha"!
Mas ainda tô chateado ... é assim que quer ser Campeão da Libertadores da América ... timinho frouxo!!

terça-feira, março 01, 2005

Era uma vez...


...em uma terra não muito distante, uma princesa bonitinha, independente; antenada; cheia de planos e transbordando auto-estima que deparou-se com uma simpática rãzinha enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago de seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas e politicamante correto.

A rã rapidamente pulou em seu colo e disse:

- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito.
Uma bruxa má me jogou um encanto e eu me tornei essa rã esquisita!
Um beijo seu, no entanto, pode transformar-me de novo em um belo príncipe!
E assim, poderemos nos casar e constituir uma linda família em seu aconchegante castelo.

Mamãe poderia vir morar conosco e você poderia preparar meu jantar; lavar minhas roupas; tirar a terra das minha chuteiras, criar nossos filhos e seríamos felizes para sempre...

Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã "à sautée", acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, ela sorriu assim meio de cantinho de boca e pensou consigo mesma:

- Nem morta!!

domingo, fevereiro 27, 2005

Sexo e Futebol


Futebol é com certeza um dos meus vícios! Sou sobrinha de um zagueiro que jogou com Pelé. Juro, não é papo furado não!
Meu tio Olavo Martins foi Campeão Mundial com o Santos, nos idos de 1962. Nossa paixão vem do berço!

Para ajudar, o bom Deus colocou em meu caminho o meu "amorê" que também é doente pelo Santos. Juntou a fome com a vontade de comer! Aqui em casa não tem briga de novela pelo futebol.

Um tempinho atrás, li em algum lugar, que sexo e futebol se parecem. Será verdade? Então vamos às evidências:

No futebol, como no sexo, as pessoas suam ao mesmo tempo, avançam e recuam, quase sempre vão pelo meio, mas também caem para um lado ou para o outro, e às vezes há um deslocamento. Nos dois é importantíssimo ter jogo de cintura.

No sexo, como no futebol, muitas vezes acontece uma cotovelada no olho sem querer, ou um desentendimento que acaba em expulsão. Aí um vai para o chuveiro mais cedo.

Dizem que a única diferença entre uma festa de amasso e a cobrança de um escanteio é que na grande área não tem música, porque o agarramento é o mesmo, e no escanteio também tem gente que fica quase sem roupa.

Também dizem que uma das diferenças entre o futebol e o sexo é a diferença entre camiseta e camisinha. Mas a camisinha, como a camiseta, também não distingue, ela tanto pode vestir um craque como um medíocre.

No sexo, como no futebol, você amacia no peito, bota no chão, cadencia e tem que ter uma explicação pronta na saída para o caso de não dar certo.

No futebol, como no sexo, tem gente que se benze antes de entrar e sempre sai ofegante.

No sexo, como no futebol, tem o feijão com arroz, mas também tem o requintado, a férula e o lance de efeito. E, claro, o lençol.

No sexo também tem gente que vai direto ao calcanhar. E tanto no sexo quanto no futebol o som que mais se ouve é aquele "uuu".

No fim, sexo e futebol só são diferentes mesmo, em três coisas. No futebol, não se pode usar as mãos, com exceção do goleiro. E o sexo, graças a Deus, não é organizado pela CBF e nem tem árbitro comandado pelo Armando Marques!

Em tempo, pela 10ª rodada do paulistão: Santos 3 x 2 São Caetano!
Vou pra caminha mais feliz hoje!

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

Ouvido Seletivo

Muitas vezes ouve-se dizer que as mulheres falam demais...
Se for verdade ou mito isso fica para um outro post combinado?!
Prossigamos...
Mas não tem problema porque o ouvido masculino é seletivo ...
Vamos ao ouvido seletivo!

O que a mulher diz:

“Esse lugar está uma bagunça! Amor, você e eu precisamos limpar isto! Suas coisas estão jogadas no chão e você ficará sem roupas para usar se não lava-las agora mesmo!”

O que o homem escuta:

blah, blah, blah, blah, blah. Amor...
blah, blah, blah, blah, blah, você e eu ...
blah, blah, blah, blah, blah, no chão ...
blah, blah, blah, blah, blah, sem roupas...
blah, blah, blah, blah, blah, agora mesmo!